
Quando a administradora Marcella Kauffman pensou em largar o emprego e criar uma empresa, em 2008, sua primeira ideia, como apaixonada por moda, foi abrir uma loja de roupas. Mas isso seria o óbvio. E o óbvio geralmente ocorre a muita gente – o que significa muita concorrência. Em conversas com o marido, Flávio Pripas, profissional de tecnologia, Marcella decidiu tentar algo um pouco diferente: uma rede social de moda.
Para entrar nesse ramo, associou-se à amiga Karen Steinberg, consultora de imagem. Ambas se inspiraram em sites americanos para criar o byMK. O site permite que as pessoas discutam moda e montem visuais virtualmente, com base em roupas, calçados e acessórios de diversas marcas (mesmo que elas não estejam no catálogo). Elas têm hoje 200 mil perfis cadastrados. “Pesquisei e vi que no Brasil não tinha nada na internet relacionado à moda que fosse feito pelo próprio usuário”, diz Marcella. “No byMK, você cria virtualmente o visual que quiser, com mais de 1 milhão de produtos disponíveis no site.”
Marcella, hoje com 30 anos, está feliz por ter decidido largar o emprego na área de marketing de uma companhia farmacêutica. Além de Pripas, também entrou como sócio Renato Steinberg, marido de Karen. Ele contribuiu com o desenvolvimento tecnológico do site. Hoje, os quatro se dedicam exclusivamente ao byMK. O investimento inicial foi praticamente zero. Os quatro sócios gastaram apenas com a hospedagem do site. Em abril de 2009, o byMK virou empresa e um mês depois era um negócio rentável. Os sócios esperam fechar 2010 com um faturamento da ordem de R$ 1 milhão.
Atualmente, os usuários podem brincar de estilistas e criar quantos looks quiserem, sem pagar nada. Os anunciantes, atualmente cerca de 30, exibem seus produtos e promovem eventos. Há campeonatos virtuais em que as marcas premiam os usuários que montam os melhores visuais. “Estamos criando um aplicativo para o Facebook e vamos adaptar o byMK para novos dispositivos, como o iPad”, diz Marcella. O passo seguinte será mais ambicioso: permitir que os usuários comprem peças de roupa e acessórios pelo próprio site.
resvista Epoca


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